Um dos assuntos mais comentados hoje em dia em todas as mídias, com certeza é o MMA (mixed martial arts) o antigo “vale tudo“. Mas você já parou para pensar em de que forma ele se parece com o design? Fique sabendo agora.

O MMA ou mixed martial arts caiu de vez no gosto dos brasileiros, essa modalidade consiste em colocar dois lutadores para se enfrentar em um ringue, o grande diferencial é que não existe um estilo de luta único, o atleta pode se utilizar dos golpes e movimentos de diferentes artes marciais.

Mas nem sempre foi assim; em seus primórdios o MMA reunia atletas de diferentes estilos de luta, porém eles acabavam utilizando apenas os golpes relativos a arte marcial que dominavam.

Com a evolução do esporte os atletas perceberam duas coisas importantes para a mudança desse aspecto, a primeira era que havia a supremacia de alguns estilos de luta sobre outros e a segunda era que cada estilo de luta possuía golpes e técnicas que, se combinados, poderiam dar uma larga vantagem ao atleta.

A partir disso o MMA mudou e os atletas passaram  a treinar não apenas o seu estilo de luta mas também os outros estilos, isso para ter uma maior vantagem durante o combate.

Isso ocorre semelhantemente no design, porém de forma contrária. Percebi que a maioria dos designers são exclusivistas com relação a suas ferramentas de trabalho.

Vejo em alguns artigos na internet profissionais discutindo sobre qual software é melhor, qual área do design é melhor, qual site de prestação de serviço é melhor, etc.

E fazendo uma comparação com o universo do MMA eu percebi que essa discussão não faz muito sentido. Assim como os atletas de MMA tem a sua arte marcial de origem nós também temos nossas preferências quando se trata de ferramentas de trabalho, isso também está relacionado com o estilo de cada designer.

Sendo assim os atletas de MMA podem nos ensinar essa importante lição que é a de que devemos saber usar a versatilidade e diversidade de ferramentas a nosso favor e entender que existem diferentes maneiras de se alcançar o mesmo objetivo.

Todo bom design começa com um bom projeto que por sua vez parte de uma pesquisa, estudos e testes para então começar a representar o design de maneira gráfica.

Ninguém começa a elaborar um design a partir dos efeitos visuais que podem ser gerados por um determinado software (pelo menos não deveria). Todos devemos buscar a solução do problema independente do meio ou ferramenta de trabalho que você usará para alcança-lo.

Os softwares e sites de auxílio são apenas ferramentas que, nas mãos de um profissional que os domine, são capazes de realizar grandes tarefas e obter resultados fantásticos.

Um profissional completo deve ter consciência de que o mercado não é dominado por uma única ferramenta e sim que ele é composto por diversos indivíduos que tem diferentes preferências de ferramentas e que, como profissional, você deve dominar pelo menos o básico das ferramentas que não estão entre suas preferidas.

Isso é tão evidente que hoje em dia cada vez mais as próprias empresas de softwares fazem com que os seus programas sejam compatíveis com os programas de outras empresas. Essa é a prova de que não existe um software dominante no mercado.

Mas antes que você escreva nos comentários que o programa “x” é melhor que o programa “y”, vou fazer uma síntese da minha mensagem: O objetivo desse artigo é mostrar que não existe uma ferramenta melhor nem pior. Existem ferramentas diferentes com vantagens e desvantagens. Um bom profissional conhece cada uma delas e sabe utiliza-las de maneira a alcançar seu objetivo na representação do projeto.

Mas se mesmo assim você quiser trabalhar apenas utilizando uma única ferramenta que atende a suas necessidades, tudo bem, você não está errado. Só não seja como aqueles fanáticos que defendem o programa tal e xingam quem utiliza os outros programas.

Vamos evoluir nosso pensamento, buscar aumentar nosso leque de ferramentas, e assim como no MMA saber mesclar a eficiência de cada uma, quem ganha com isso é o design.

E você concorda com essa ideia? Compartilhe sua opinião aí nos comentários.

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