Podemos dizer que a criatividade é como um músculo: quanto mais exercitamos, mais forte fica. Assim como o tecido muscular, nossa capacidade criativa precisa de “alongamentos”, “tensões” e até mesmo de uma boa dose de dor (no pain, no gain) para sair de sua zona de conforto e atingir níveis mais elevados. Neste artigo, vamos analisar algumas técnicas e atividades que podem dar aquele boom criativo que tanto desejamos.

Autor desconhecido (Author), CC Domínio Público

Nossa primeira dica é infalível: pense. Isso mesmo, pense!

“Pensar” é a chave que destranca todas as nossas travas mentais. Sabemos bem que a criatividade não vem de uma parte mágica do cérebro humano e tampouco é uma benção divina. Pesquisas mostram que quando as pessoas tentam pensar de uma forma mais criativa, elas quase sempre conseguem.

A ideia é que, quanto mais você usa o seu cérebro para fazer algo, mais fortes se tornam as conexões entre os neurotransmissores, o que nos deixa mais espertos, rápidos e… Criativos!

Outra técnica que funciona muito bem é a de mudar o nosso entorno, mesmo que minimamente. Afinal, a criatividade é aguçada sempre que mudanças são percebidas ao nosso redor. Se você trabalha em casa, tente trocar alguns itens de sua mesa de trabalho, mudar a cor de alguma parede ou reposicionar seus quadros.

Se você trabalha numa empresa, aproveite as oportunidades para trabalhar periodicamente em diferentes áreas do escritório, sentar-se com novos colegas ou até mesmo almoçar com pessoas de outros departamentos. Esses novos ares certamente vão arejar sua mente e ajudá-lo a ser um profissional mais criativo.

E que tal aprender algo novo, diferente de tudo o que você faz? Quando nos arriscamos em estudos sobre História Antiga, culinária, marcenaria ou qualquer outro assunto que interesse-nos, ampliamos nossos conhecimentos por meio de tópicos não familiares, o que acaba por promover novas ideias e pensamentos divergentes.

Foto de Allan Ajifo (Author), CC Domínio Público

Entretanto, não há melhor maneira (e mais divertida) de acelerar nossa criatividade do que se divertindo. Alguns jogos e esportes mentais são de grande valia a profissionais que buscam treinar seus cérebros em busca de melhores resultados.

Jogos clássicos como o xadrez, por exemplo, exigem altos níveis de concentração e pensamento estratégico, aguçando a mente e testando nossas habilidades cognitivas. O mesmo se dá com o sudoku e as palavras cruzadas, atividades que estimulam o raciocínio, o pensamento abstrato e a decodificação de pistas complexas.

Já no campo dos esportes mentais, o poker pode ser muito útil ao nosso desenvolvimento criativo. O esporte requer raciocínio lógico, intuitividade e uma boa leitura dos adversários. Não por acaso, alguns atletas e ex-atletas da modalidade, incluindo aí campeões de torneios importantes, desenvolveram sua capacidade de pensar fora da caixa e alcançaram grande sucesso no empreendedorismo.

Dois bons exemplos são Cassio Kienen e Gabriel Goffi. Cassio é CEO da Folk, uma empresa de portaria remota, além de sócio em três lojas de acessórios para celular. Goffi, por sua vez, é CEO da High Stakes Academy, uma startup do mercado digital na área de educação e coaching.

Outro conselho valioso para elevar a criatividade é: não faça nada! O quê? Sim! Fazer nada talvez seja a melhor maneira de estimular nossa mente. Às vezes, tudo que a nossa cabeça precisa é se desconectar. Processar muitas informações pode fazer nosso cérebro girar, girar e girar… o que acaba com a produtividade, ou seja, matamos nossa criatividade. Relaxar por um tempo antes de continuar uma tarefa pode render grandes dividendos à nossa capacidade criativa, assim como julgar menos o trabalho que fazemos.

De todas essas dicas, uma coisa é certa: qualquer um pode se tornar uma pessoa mais criativa. Basta aplicação e força de vontade para treinarmos o nosso cérebro em busca de melhores resultados. Seja através de estudos, esportes, jogos ou pequenas mudanças no ambiente, aquele boom criativo que todos buscamos está ao alcance de nossas mão… Ou melhor, cérebros!

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