Produção Gráfica #8 – Fotolito e fotogravura

Atualmente, com boa parte do processo de produção gráfica feito digitalmente, as máquinas de impressão utilizam matrizes digitais para realizar as cópias do material impresso. Nos métodos de impressão convencionais esta matriz é física e a sua produção é feita geralmente através de fotogravura.

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Quem já teve a oportunidade de trabalhar com serigrafia deve conhecer, mesmo que indiretamente, o processo de fotogravura. Este termo é usado para descrever o processo de geração de matrizes que se utilizam de elementos químicos e a ação da luz para gravação de imagens sobre uma superfície.

Na serigrafia o processo de revelação de uma tela para impressão pode ser considerado um processo de fotogravura, já que usando uma imagem em preto e branco e uma solução fotossensível é possível transferir esta imagem para a tela.

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Para que a fotogravura funcione é necessária uma máscara, geralmente feita de material transparente que recebe impressão em preto. Ela é utilizada para “filtrar” a passagem de luz que incide sobre uma superfície fotossensível (sensível à luz). As áreas pretas da máscara servem para não deixar a luz passar para a superfície que será revelada, onde as áreas que permanecem transparentes permitem que a luz atinja a superfície, provocando reação química do material fotossensível.

Desta forma, a matriz “esconde” e “exibe” partes da superfície permitindo assim que imagens complexas sejam projetadas e posteriormente sejam utilizadas no processo de impressão.

Dependendo do método de impressão usado, as áreas reveladas da matriz podem servir para conter a tinta que será transferida para o papel, e em outros a lógica pode ser exatamente o oposto, as áreas reveladas na verdade são as que não reterão a tinta.

A máscara usada neste processo é constituída geralmente de acetato é chamada de fotolito no modelo de impressão offset ou simplesmente de filme em outros processos de impressão.

Fotolito sobre mesa de luz
Fotolito sobre mesa de luz

O fotolito é impresso totalmente em preto utilizando o princípio de retículas que conhecemos nos artigos anteriores. As áreas pretas devem impedir ao máximo a passagem de luz, onde as áreas que não são impressas do fotolito e que permanecem transparente devem permitir que a luz passe, projetando assim a imagem na chapa de impressão.

Na impressão colorida é produzido um fotolito para cada uma das cores, ou seja, uma chapa para ciano, uma para magenta, uma para amarelo e uma para preto. Os fotolitos são todos impressos em preto, pois o que determinará a cor da impressão é a cor da tinta, não o fotolito em sí. Desta forma, cada chapa possui padrões de meio tom diferentes, que quando combinados com cada uma das cores formam as imagens coloridas (conheceremos o processo com mais detalhes futuramente).

Como a única função do fotolito é revelar as chapas de impressão, ele teoricamente poderá ser descartado ao final do processo, mas na maioria das vezes ele é mantido para o caso ser reutilizado na gravação de uma nova matriz.

Alguns exemplos de materiais usados como fotolito em processos de impressão diferentes são o poliéster, a transparência e o papel vegetal. O poliéster, também conhecido como “laserfilm” é muito utilizado na revelação de carimbos, por exemplo. Estes materiais são usados principalmente em impressos que não possuem grande nível de detalhe, como em livros compostos apenas por textos, formulários, blocos de material de escritório, etc. O fotolito é feito utilizando impressão a laser, mas tem qualidade inferior a dos fotolitos convencionais e não são recomendados para revelação de chapas de materiais coloridos.

O método mais moderno de revelação de chapas e que dispensa o uso de fotogravura (e consequentemente de fotolitos) é chamado de CtP, sigla para Computer do Plate (do computador para a chapa) e seu variante CtPress (Computer to Press). Nestes métodos as chapas são produzidas usando as informações enviadas diretamente pelo computador e gravados nas chapas através de laser. É basicamente uma impressão de algo que será usado para impressão. 😀

Os CtPs são mais práticos pois dispensam o trabalho manual empregado na fotogravura, onde uma pessoa precisa posicionar os filmes sobre as chapas e revela-las em uma caixa de luz.

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  1. QuadricRomia, de “cromos”, cor

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