Anúncio Suíte

Há alguns posts atrás, abordamos sobre a especificação de cores de escala, onde o designer pode especificar exatamente quais cores compõe o seu design através da interface de um aplicativo, e usando como referência uma escala impressa. Neste artigo você vai descobrir com funcionam as especificações de cores especiais, como por exemplo, as cores fabricadas pela PANTONE.

Publicidade

Diferente das cores de escala, as cores especiais não utilizam retículas para serem impressas. Essas cores são pré-fabricadas e são inseridas no processo de impressão em uma chapa específica para cada cor. Para que a gráfica saiba qual cor usar em determinado trabalho, ela precisará de uma referência pra isso.

Você já deve ter tido a oportunidade de visitar uma loja de materiais de construção. Nestas lojas há catálogos de tinta específicos dos fabricantes, onde é possível escolher qual a cor da tinta desejada. As cores são identificadas por um código ou por um nome único, e a partir deste código a loja de tintas pode identificá-la e vendê-la a você.

Se um dia você precisar fazer algum reparo em sua residência, e precisar comprar aquela mesma cor novamente, bastará usar o mesmo código ou nome de identificação para encontrar a cor desejada, e esta será exatamente a mesma, não importa quanto tempo tenha se passado.

Catálogos de fabricantes de tintas

O mesmo acontece quando falamos de cores especiais. Até mesmo para cores CMYK, as empresas que fabricam tinta podem desenvolver catálogos próprios, com informações de carga de tinta, mistura tinta/água, e variações tonais no processo de retícula. Estes catálogos são fornecidos às gráficas que compram estas tintas, e servem de referência para garantir uma fidelidade de cores um pouco maior no processo de impressão.

Não é o método mais seguro se levarmos em consideração processos de impressão a longo prazo, como logotipos ou projetos de identidade visual, já que as fabricantes podem eventualmente mudar a fórmula de suas tintas e abandonar catálogos antigos, passando a fabricar apenas novos tipos de tintas com resultados diferentes de retícula.

Escala PANTONE

A escala PANTONE é uma das mais utilizadas no mundo quando falamos em impressão de cores em fidelidade. Esta escala foi patenteada em 1963 pela PANTONE Inc. e passou a ser utilizada em vários setores pelo mundo.

A Pantone foi fundada em 1962 por Lawrence Herbert, que foi diretor da companhia. Inicialmente, a Pantone era uma pequena empresa que fabricava cartões de cores para companhias de cosméticos. Rapidamente, Herbert adquiriu a Pantone e desenvolveu o primeiro sistema de cores em 1963.

Entre os primeiros produtos estavam os Guias Pantone, que consistiam num grande número de pequenos e finos cartões (aproximadamente com 5 cm), impressos num dos lados com uma série de cores relacionadas e então unidos num pequeno livro. Por exemplo, uma determinada página poderia conter certo número de amarelos variando em luminância desde claro a escuro. Edições anuais dos Guias Pantone são editadas visto que as tintas utilizadas em cada edição com o tempo degradam-se.

Em teoria, a especificação de cores usando o sistema Pantone é escolher as cores desejadas dos guias e então utilizar os números para especificar de que forma vai imprimir a saída. Por exemplo, podemos pedir à gráfica que imprima o trabalho utilizando a cor Pantone 655 e a gráfica terá instruções sobre como produzir a cor 655 no seu equipamento. Lembra da comparação no começo do texto com as tintas de lojas de materiais de construção?

Desta forma, o produto final será exatamente o pretendido. A Pantone mantém um controle de qualidade rígido, visando garantir total fidelidade de suas cores. Recomenda-se que os Guias Pantone sejam substituídos anualmente. Os guias de diferentes edições muitas vezes têm cores diferentes de edições anteriores. Uma solução é a digitalização, com a utilização da biblioteca de cores Pantone em espectrofotómetros (equipamento utilizado para leitura de cores e calibração de equipamentos).

Desta forma, os designers poderiam medir o valor da cor e compará-lo com o valor Pantone diretamente, sem ter que o comparar com a versão impressa do guia.

Um dos problemas na utilização de cores PANTONE é o seu custo. Como é um sistema proprietário, e as suas tintas são mais caras que as cores de escala, dificilmente as gráficas mantém estoques destas tintas. Isso nem seria prático, já que a quantidade de cores PANTONE é muito grande. Outro problema é que cada cor exige uma chapa de impressão própria, já que são cores prontas e que não devem ser misturadas, ou seja, não é possível imprimir usando retículas.

Custo e prazo são os maiores vilões quando se pretende alcançar um alto grau de fidelidade de cores usando PANTONE, por isso, muitas gráficas tentam reproduzir o resultado usando cores de seleção, o que não garante que as cores terão fidelidade, e nem que será possível repetir o resultado (mesmo tom de cor) sem um rígido controle de gerenciamento de cores.

Veja abaixo um pequeno vídeo mostrando alguns dos guias das cores PANTONE.

Este outro vídeo mostra um guide mais de perto (embora pareça que este usado no vídeo já esteja bem velhinho, e portanto, já deveria ter sido trocado por um novo para garantir fidelidade nas comparações.

Mistura de tintas CMYK

Quando eu trabalhava em uma gráfica, e precisávamos de uma cor específica, sem recorrer à cores especiais ou usar retículas, o impressor fazia uma mistura das cores CMYK na tentativa de obter o resultado desejado.

Imagine que um cliente deseja imprimir o seu trabalho em verde, porém, por questões de orçamento, este verde deve ser a única cor no projeto, com o uso de uma única chapa de impressão. Para fazer isso o impressor deve misturar as cores ciano e amarelo, até obter o tom de verde desejado. O resultado da mistura das cores ciano e amarelo será então a cor usada na impressão.

Eu nem preciso dizer que o método não é nada seguro, mas pode trazer resultados satisfatórios. Em todo caso, é fundamental que o designer ou o produtor gráfico acompanhe o processo, avaliando o resultado da mistura no mesmo papel que o material será impresso, aguardando um tempo de secagem. Nunca deve-se avaliar estas misturas na lata ou enquanto uma amostra não estiver seca.

Além disso, a quantidade de tinta misturada deve ser suficiente para rodar todo o material, caso contrário, se a mistura de tinta acabar antes de imprimir tudo, quando o impressor tentar reproduzir a mistura para terminar o serviço, o resultado pode ser um verde com um tom diferente.

Você pode ver mais ou menos como acontece o processo neste vídeo abaixo. Considerando que o impressor usa tintas CMYK prontas, e não tinta branca com corantes.

É basicamente o que fazíamos na escola, quando praticávamos a mistura de cores nas aulas de arte.

Mistura a partir de uma amostra

O vídeo acima também descreve bem o que seria uma mistura baseado em uma amostra. O rapaz tentou alcançar um resultado específico, a tinta do vidro pronto, misturando as cores CMYK. Este tipo de mistura é ainda menos seguro, já que a própria superfície da amostra pode influenciar no resultado. Se for um plástico, vidro ou metal, o resultado da mistura das tintas vai ser mais difícil de simular.

Não deixe de acompanhar toda a série produção gráfica e de comentar aqui em baixo caso você tenha qualquer dúvida.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here